terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Mais um poema de última hora pra coleção...

Esse poema vai pra alguém... e esse alguém sabe quem! _______________________________________________________________________


Uma vitrola
Derek carão

Não, não sou comediante
Nem tampouco quero tratar de direitos humanos
Apenas quero seguir adiante
Independente de como faça isso, ou não

Numa rede descansar,
Uma boa vodka tomar,
“Clair da lune” na vitrola

O sorriso dela...
O sorriso viciante e anormal dela...

Ótimo começo de um dia maçante
Ótimo dia de um começo estonteante

Estrelas... Sim, estrelas!
Pequenos vaga-lumes sonhando holofotes em nossas caras...
Realizando sonhos banais de uma adolescente qualquer...
Olhos dela...
Olhando-me... Milhões e milhões e milhões...

A vitrola subitamente pára ao fim da canção...
Até iria reiniciá-la, mas a vodka me prendeu na rede
Seu abraço... Prendendo-me no chão...
E me fazendo voar pelas nuvens!

A rede... Minha rede!
Ao balanço dela já fiz coisas incríveis
Como cair no chão esverdeado de meu quintal.
Ela riu...
O riso dela...

Ao gosto amargo da vodka
Dedico o gosto dela!
Um gosto forte,
Atordoante,
Porém amargo...

E foi por um amargo desses que me estendi nessa rede.
O amargo, hoje...
Parecia outro amargo!
Talvez doce até!

Não tinha o gosto dela,
NÃO ERA ELA!!!
Talvez amanhã, outro faça um poema dedicando ao amargo dela

A vodka acabou...
O gosto acabou...
Quem sabe o que mais acaba ao balanço de uma rede?

A canção recomeçou!
Desculpem-me... Não consegui segurar a risada!
É a vodka...
Sim... Apenas a vodka amarga!

Derek Carão

Um comentário:

  1. Gostei de sua poesia, bem sincera e pessoal. Ela transparece perfeitamente oq vc passa e oq vc sente...Praticamente me senti neste ambiente citado pela mesma...Parabéns ^^

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